Uma vez que nós que construímos a ABEEF entendemos esta como uma ferramenta de organização e formação crítica d@s estudantes de Engenharia Florestal, precisamos ter momentos onde os estudantes se encontrem e reflitam sobre os rumos da nossa sociedade e consequentemente do nosso curso, pensando na perspectiva da organização (ABEEF).
Dentro da ABEEF visualisamos como importante trabalharmos dentro do Movimento Estudantil em cima do tripé: organização, formação e luta. E foi em cima desse tripé e das reflexões acima colocadas, que os grupos que constroem a ABEEF caminharam e se fortaleceram ao longo do último ano de gestão.
Segundo nosso estatuto, reformulado no 35° CBEEF, fazem parte da nossa organicidade o Seminário de Planejamento, os COREEF`s e CONEEF`s, o Seminário de Construção e o prórprio CBEEF. Sejam eles fóruns nacionais ou regionais, servem para pensar a nossa Associação, além de suprirem também a necessidade de formação política (CONEEF, SP, SC) e trabalho de base (COREEF).
Em todos os espaços as escolas devem e trazem propostas para a ABEEF, como no Seminário de Planejamento ocorrido em Brasília (setembro de 2010) onde deliberamos por construir as campanhas que estamos tocando e no Seminário de Construção em Cuiabá (março de 2011) onde pensamos coletivamente a grade e as temáticas do 41° CBEEF. Nos CONEEF’s aproveitamos pra fazer formação política a partir das demandas, como no ocorrido em Cuiabá (março) onde estudamos sobre os Agrotóxicos e no último em Montes Claros (junho) onde tivemos um espaço com Luiz Zarref (Via Campesina) sobre o Rio+20.
Em nossos COREEF’s trazemos as discussões de nível nacional para as nossas realidades regionais. Esse ano, duas regionais optaram por abranger esse espaço e construíram os EREEF’s em Santa Maria (CR Araucária) e Brasília (CR Cerrado). Mas os COREEF’s ocorreram nas outras Regionais, na Caatinga ocorreu em Patos, na Mata Atlantica em Montes Claros e na Amazônia em Altamira. Em todos esses espaços as escolas tiveram momentos de debate sobre as alterações do Código Florestal, tentando entender as implicações destas localmente.
Por entendermos a Formação Política como algo de suma importância e que fortalece nossa relação com outras executivas de curso e com os Movimentos Sociais é que nossos grupos construíram e participaram de vários EIV’s (Estágio Interdisplinar de Vivência) pelo Brasil inteiro. Estiveram presentes estudantes de Engenharia Florestal e militantes da ABEEF construindo os seguintes EIV’s: Pará, Sergipe, Minas, São Paulo, Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Maria. Nesse sentido, também realizamos o III Curso de Formação em Agroecologia (junho) no Rio de Janeiro em parceria com a FEAB, ENEBio e MST-RJ, fortalecendo nesse espaço o debate da agroecologia para dentro da ABEEF e como construímos essa nossa bandeira para alem de nossa organização.
Por fim a luta se faz necessária e se torna pedagógica no processo de formação do sujeito. E diante das realidades enfrentadas hoje pelos estudantes nas universidades Brasileiras, é que nossos grupos foram às ruas contra o aumento de passagens ou pelo passe livre em várias cidades, atos e oculpações de Reitorias contra o sucateamento das Universidades e pela melhoria do ensino público, entre outras pautas do movimento estudantil. Além de Atos realizados pelos Movimentos Sociais parceiros da ABEEF e que estão articulados na Via Campesina Brasil, como o ocorrido em Brasília em defesa do Código Florestal, além dos grupos que participaram de atividades dos calendários locais dos Movimentos.
Olhando para trás vemos a quantidade de atividades que tod@s nós estudantes de Engenharia Florestal, organizados na ABEEF realizamos no último ano, mas ainda temos muito por fazer na construção de uma sociedade justa, igualitária e onde as Riquezas Naturais sejam utilizads de fato pelo povo.
Hoje eu cheguei na ABEEF pra ficar,
Estudante organizado pelo causa popular!















